domingo, 10 de fevereiro de 2008

Marcação individual, por zona, mista e híbrida

Afinal, qual delas é melhor? Será que existe a melhor? Entrar em consenso sobre o tema parece ser algo ainda muito distante, visto que, é mais do que um debate sobre o jogo, é um debate que envolve questões culturais. Quando buscamos uma compreensão do futebol sob a perspectiva da complexidade devemos nos apropriar de todas as áreas de conhecimento relacionadas ao ser humano. Ou não?

Vejamos, nos campeonatos nacionais do Brasil e de Portugal grande parte das equipes joga utilizando marcação mista com marcações individuais em alguns casos dependendo da qualidade do adversário. Em Portugal costumam chamar isso de “jogo de pares”, onde cada jogador marca o adversário que jogar em sua região (não podemos confundir com zona) e um sobra, com as duas equipes buscando o encaixe e anulação do jogo do rival. Muito próximo do que vemos nas equipes brasileiras.

Em contrapartida, na Inglaterra, Itália e Espanha, por exemplo, as grandes equipes jogam marcando por zona, com variações nas plataformas de jogo de acordo com a proposta de determinada partida.

A marcação híbrida, caracterizada pela presença das outras três, dentro de um mesmo modelo de jogo, de forma padronizada, exige um nível de coordenação muito alto, portanto poucas equipes se dispõe a utilizá-la. Caso não esteja bem incorporada pelos atletas gera um estado de confusão nas trocas constantes. O Manchester United da temporada 2006/2007 utilizou-a em alguns jogos.

Por que tantas variações na forma de marcar? Porque cada uma tem os seus prós e contras em cada situação do jogo.

O conhecimento do treinador sobre o jogo fará toda a diferença na hora de optar por essa ou aquela. Se propuser a marcação individual, sua prioridade é anular o adversário, jogar em função deste. Caso escolha marcar por zona, o foco do treinador é na sua própria equipe primeiramente, criar superioridade numérica em várias regiões do campo e fechar zonas de risco principais.

Voltando ao início desse texto, a pergunta: descobrimos a melhor?

Para o leitor pensar sobre o assunto, analise os casos abaixo baseado na forma de marcação das equipes:

- São Paulo (mista) e Internacional (mista / individual) campeões do mundo contra Liverpool (zona) e Barcelona (zona) respectivamente;

- Boca (zona) campeão da Libertadores algumas vez contra equipes brasileiras (mista);

- Internacional (mista) campeão do Torneio de Dubai contra a Internazionale de Milão (zona) e

- França (zona) elimina Brasil (mista) da Copa de 2006.

Já decidiu?

Leandro Zago

Um comentário:

Felipe disse...

No primeiro caso não conta porque no Mundial de Clubes da FIFA os times europeus não jogar à serio. No segundo caso a Argentina é melhor que o Brasil. No terceiro caso também não vale devido a Inter de Milão estar focada no Calcio e no quarto caso a França é muito melhor que o Brasil e tinha o Zidane contra um monte de jogadores ruins do Brasil. Portanto, a marcação em zona é melhor de que a mista, individual e híbrida.